Em pauta / Segundo turno de 2026
Direitos e soberania
no centro do debate.
Somos uma frente antifascista, apoiamos Lula e nos opomos à eleição de Flávio Bolsonaro. Este é o nosso alerta, sustentado por fontes. Atualizado em 11/10/2026.
01 — PATRIMÔNIO PÚBLICOO desmonte já tem história.
POSIÇÃO DA FACA / HISTÓRICO DOCUMENTADO
Não é preciso vender a Petrobras inteira para desmontar sua atuação integrada. Sob Jair Bolsonaro, foram vendidos ativos de refino, transporte de gás e distribuição. A ANSA foi paralisada em 2020. São decisões com consequências duradouras para a capacidade industrial do país.
A FACA se opõe à eleição de Flávio Bolsonaro porque considera perigosa a continuidade desse projeto. Defendemos o patrimônio público, os direitos do trabalho e uma Petrobras capaz de investir e cumprir seu papel estratégico. Nossa escolha neste segundo turno é Lula.
Conheça as decisões e suas consequências ↓02 — SERVIÇOS PÚBLICOSDireitos não são excessos.
OPOSIÇÃO DA FACA
O coordenador econômico de Flávio apontou redução de ministérios e de salários de servidores como parte do ajuste fiscal, segundo o UOL. Para nós, essa orientação acende um alerta sobre a capacidade do Estado de atender à população.
Defendemos o funcionalismo, a saúde, a educação e a fiscalização. O Estado não pode ser enfraquecido em nome de um ajuste que trata sua força de trabalho como custo a cortar. Somos contra esse projeto e pela valorização dos serviços públicos.
Fonte da declaração de Sachsida: UOL, 08/10/2026 ↗03 — SOBERANIA NACIONALO Brasil não é quintal de Trump.
POSIÇÃO POLÍTICA DA FACA
Flávio declarou que pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas, iniciativa de segurança liderada por Donald Trump, conforme reportagem da Folha de S.Paulo.
A FACA rejeita o alinhamento automático a Trump e considera essa orientação um risco à autonomia nacional. Nossos recursos estratégicos, nossa segurança e nossa política externa devem servir ao povo brasileiro. Defendemos cooperação entre países com soberania, jamais subserviência.
Fonte: Folha de S.Paulo, 07/10/2026 ↗04 — MEMÓRIA ANTIFASCISTAEstética fascista não pode virar paisagem.
CRÍTICA ANTIFASCISTA DA FACA
Uma peça divulgada no canal do PL colocou o rosto de Flávio no centro de palavras repetidas e foi comparada à propaganda de Mussolini de 1934. Na peça brasileira aparecia “Tropa do Flávio”; na histórica, “SÌ”. A publicação foi retirada.
Para a FACA, a semelhança é um alerta que exige crítica e memória histórica. Rejeitamos a banalização de símbolos autoritários e o culto ao líder. Ler esse episódio como possível “apito de cachorro” é uma interpretação política; nossa oposição à normalização dessa estética é inequívoca.
Registro do episódio, 10/10/2026 ↗Análise: Milly Lacombe / UOL, 11/10/2026 ↗05 — PROTEÇÃO SOCIALProteção social não é alvo de tesouraço.
ALERTA PÚBLICO DA FACA
A Folha de S.Paulo revelou, em 7 de outubro, que a equipe econômica de Flávio estudava um ajuste de cerca de R$ 250 bilhões, com mudanças nos reajustes da Previdência e do BPC e nos pisos de saúde e educação. A reportagem descreve medidas em estudo e uma estratégia de aprovação entre a eleição e a posse.
Desvincular benefícios dos ganhos reais do salário mínimo pode retirar de aposentadorias no piso e do BPC o acesso à valorização acima da inflação. Não é o mesmo que zerar o benefício: é reduzir a renda futura em comparação com a regra atual. Para a FACA, isso representa um ataque à proteção social.
O BPC garante um salário mínimo a pessoas idosas e a pessoas com deficiência de baixa renda que atendem aos critérios do benefício. Defendemos sua preservação e valorização. Rejeitamos o enfraquecimento desse direito e a transferência do peso do ajuste para a proteção social.
Apuração: Folha de S.Paulo, 07/10/2026 ↗BPC: informações do Ministério do Desenvolvimento Social ↗06 — EDUCAÇÃO PÚBLICAEducação é direito, não mercadoria nem quartel.
OPOSIÇÃO DA FACA
O programa de Flávio prevê vouchers educacionais onde faltarem vagas públicas e a expansão das escolas cívico-militares. A FACA se opõe a essa orientação: defendemos investimento na rede pública, valorização dos profissionais da educação e gestão democrática.
O voucher transfere o financiamento da matrícula para outra escola. Vemos nisso um risco de privatização da oferta e de enfraquecimento da expansão pública. Essa é nossa crítica ao mecanismo previsto no plano; a proposta não equivale a uma venda já anunciada de toda a rede de ensino fundamental.
A militarização também exige escrutínio sobre gastos, liberdade pedagógica e segurança dos estudantes. Pesquisas e documentos do MPF levantam problemas de seleção de alunos e restrição à pluralidade; a BBC registrou denúncias de assédio em escolas do Paraná. Rejeitamos censura, imposição ideológica e qualquer tolerância a abusos.
Plano de governo: educação, páginas 35–36 ↗Custos, liberdade e denúncias: consulte as fontes ↓ Nas ruas / Participação democrática
Saudamos o protagonismo da juventude.
Manifestações estudantis e mobilizações em apoio a Lula ganharam as ruas. A cobertura do UOL registra o protagonismo juvenil no ato da Avenida Paulista em 11 de outubro.
A FACA saúda essa participação e a defesa da democracia, da educação e da soberania. Reconhecemos o valor do debate público e das manifestações pacíficas, com respeito à pluralidade e à liberdade de participação.
Fonte: UOL, 11/10/2026 ↗